Weverton Alan Alves Garcia, de 21 anos, permanece em leito de terapia intensiva no Hospital Regional de Samambaia enquanto família cobra transferência para unidade de menor complexidade.
Ceilândia em Alerta – Um jovem de 21 anos com paralisia cerebral permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública do Distrito Federal mesmo depois de receber alta médica do setor. Weverton Alan Alves Garcia aguardava havia cerca de dez dias a disponibilização de uma vaga em enfermaria para dar continuidade ao tratamento.
Weverton utiliza traqueostomia e recebe alimentação por gastrostomia (GTT). Ele foi transferido em 31 de agosto da Ala Vermelha da UPA de São Sebastião para a UTI do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), após apresentar pneumonia complicada por derrame pleural.
De acordo com relatório médico obtido pelo g1, o quadro evoluiu para choque séptico de origem pulmonar. Depois do tratamento e da melhora clínica, o paciente recebeu alta da UTI em 13 de setembro.
Apesar da indicação médica, Weverton continuava ocupando um leito de terapia intensiva porque ainda não havia sido disponibilizada uma vaga adequada para sua transferência.
Relatório médico mantém indicação de alta
Um novo relatório médico, emitido na terça-feira (22), informa que o jovem estava em estado geral regular, respirando espontaneamente pela traqueostomia, sem desconforto respiratório ou queda da saturação e sem febre.
O documento registra que o paciente continuava em tratamento com antibiótico e reafirma que ele permanecia de alta da terapia intensiva.
Pelas regras da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, depois da alta da UTI, a Central de Regulação da Internação Hospitalar deve realizar a busca por um leito de menor complexidade adequado ao paciente. Esse destino pode ser uma enfermaria, unidade de cuidados intermediários ou de cuidados prolongados, dependendo da avaliação clínica.
A família afirma que Weverton deveria continuar o tratamento em uma enfermaria do Hospital Regional do Paranoá. Os parentes chegaram a receber a informação de que existia uma vaga disponível, mas posteriormente descobriram que o leito não estava reservado para ele.
Sem a transferência, o jovem continuou internado na UTI do Hospital Regional de Samambaia.
Família procura Defensoria Pública
Diante da espera, o pai de Weverton procurou a Defensoria Pública do Distrito Federal na terça-feira para tentar obter a transferência.
Além da demora, os familiares demonstraram preocupação com a permanência prolongada do jovem dentro de uma UTI sem indicação para continuar nesse nível de assistência.
“A gente tá morrendo de medo de ele ficar na UTI e acabar pegando alguma bactéria, além ficar ocupando também o leito de UTI sem necessidade”, afirmou Tainá Oliveira, irmã de Weverton, ao g1.
A situação também chama atenção para a utilização dos leitos de terapia intensiva. Enquanto Weverton aguarda uma vaga de menor complexidade, o leito de UTI que ocupa permanece indisponível para outro paciente que eventualmente necessite de cuidados intensivos.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi procurada pelo g1, mas não havia apresentado resposta até a última atualização da reportagem, publicada na segunda-feira (22).
🔍 Fonte: g1 DF.



