Mulheres ampliam espaço no transporte e buscam mais reconhecimento no DF

Mulheres que atuam no setor de transportes do Distrito Federal têm conquistado mais espaço por meio da qualificação profissional, da criação de redes de apoio e de programas de incentivo. As histórias fazem parte de uma reportagem especial publicada pelo Correio Braziliense, que mostra como motoristas e entregadoras vêm superando desafios e ampliando sua presença em um segmento tradicionalmente masculino.

A motofretista Carolina Souza, de 45 anos, é um dos exemplos apresentados. Moradora de Valparaíso de Goiás, ela passou a trabalhar com entregas por aplicativo após perder o negócio de venda de marmitas durante a pandemia. Depois de sofrer um grave acidente de trânsito há dois anos, manteve o trabalho com carteira assinada como motofretista e investiu na própria confeitaria para complementar a renda da família.

Além da rotina de trabalho, Carolina criou o coletivo Moto Brabas, que reúne mais de 200 motogirls do Distrito Federal. Por meio de um grupo de mensagens, as participantes compartilham experiências, oferecem apoio em casos de acidentes ou dificuldades com aplicativos e trocam informações sobre oportunidades de qualificação profissional.

Uma dessas oportunidades é o Programa Mais Motoristas, promovido pelo Serviço Social do Transporte (Sest) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), que financia a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e oferece cursos de capacitação. Em 2026, o programa passou a dar prioridade às mulheres tanto nas inscrições quanto na convocação.

Dados do Sest Senat mostram que, somente no primeiro semestre de 2026, 497 mulheres se matricularam em cursos relacionados ao transporte de cargas no Distrito Federal, número superior às 443 inscrições registradas durante todo o ano de 2025.

A reportagem também destaca o crescimento da participação feminina no transporte coletivo. A Auto Viação Marechal, parceira do Programa Mais Motoristas, possui atualmente 410 mulheres em seu quadro de funcionários, sendo 21 motoristas de ônibus. Há quatro anos, esse número era de apenas 10 profissionais.

Entre elas está Tatiana Keller, de 45 anos. Formada em enfermagem, ela iniciou a carreira na empresa como cobradora, passou pela equipe de manobras e, após participar de programas de formação, tornou-se motorista de ônibus. Hoje, conduz centenas de passageiros diariamente e afirma sentir orgulho da profissão, que também lhe permite conciliar o trabalho com os cuidados das duas filhas.

Outra história é a de Sarah Efigênia, de 33 anos, mãe solo de dois filhos. Após trabalhar como frentista, ela participou do projeto Mulheres que Dirigem Vão Mais Longe, do Detran-DF, que oferece cursos gratuitos nas áreas de transporte coletivo, escolar, de emergência e motofrete. A capacitação possibilitou sua contratação para dirigir micro-ônibus e ônibus escolares no Paranoá e no Itapoã, melhorando a renda e proporcionando mais tempo para a convivência com os filhos.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, ampliar a presença feminina no transporte contribui para reduzir a falta de mão de obra qualificada, fortalecer a diversidade nas empresas e ampliar as oportunidades de desenvolvimento profissional no setor.

*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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