Oposição bolsonarista falha em reunir apoio para suspender recesso no Congresso

A articulação da oposição para interromper o recesso parlamentar e viabilizar a tramitação de pedidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não avançou por falta de apoio suficiente na Câmara dos Deputados e no Senado. Até o momento, o movimento não conseguiu reunir a maioria exigida para a convocação de sessões durante o período de folga legislativa. Segundo a coluna da jornalista Basília Rodrigues, do SBT News, na Câmara seriam necessários pelo menos 257 deputados, mas apenas cerca de 120 parlamentares manifestaram interesse na iniciativa em um grupo de mensagens da oposição.

Falta de maioria impede avanço da ofensiva

Mesmo com o anúncio de lideranças oposicionistas, sobretudo do PL, de que pretendiam encerrar o recesso, a movimentação não prospera sem o apoio do comando do Congresso ou da maioria das bancadas. Parlamentares da oposição desembarcam em Brasília nesta segunda-feira (30), mas não estão autorizados a realizar sessões ou votações.

No Senado, a mobilização é coordenada pelo senador Magno Malta (PL-ES). Na Câmara, o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirma que a estratégia passa por ampliar a pressão política sobre os parlamentares.

“Vamos fazer pressão política. Nem todos parlamentares têm coragem de se expressar. Mas estaremos lá. Eles têm medo de falar e estar com a Polícia Federal no outro dia na porta de casa. A democracia brasileira está em coma, respirando por aparelhos. Motta não pode ir contra a maioria da casa”, declarou à coluna.

Pressão política não garante sessões no recesso

O texto lembra que, durante o recesso parlamentar de julho, a oposição já havia tentado interromper a folga dos parlamentares, mesmo sem reunir os apoios necessários. Na ocasião, a presença de Jair Bolsonaro (PL) atraiu atenção, com registros em fotos e vídeos que circularam nas redes sociais, apesar de ele estar proibido de se comunicar direta ou indiretamente pela internet.

Na ocasião, o ministro do STF Alexandre de Moraes entendeu que o episódio configurou uma “irregularidade isolada” e manteve Bolsonaro em liberdade, com a ressalva de que as medidas cautelares não poderiam ser descumpridas, o que acabou ocorrendo posteriormente, em agosto.

Originalmente publicado em Brasil247

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

  • Nikolas compartilha documento falso atribuído à PF sobre conversas com Vorcaro

    Nikolas compartilha documento falso atribuído à PF sobre conversas com Vorcaro

    Polícia Federal negou ter produzido suposto relatório que afirmava não haver indícios de crime nas mensagens; deputado disse que republicou conteúdo de outro perfil e o apagou posteriormente. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou em suas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF) que afirmava não haver indícios de crimes nas…


  • Fachin defende preservação das instituições e diz que crise no STF será apurada sem “atalhos”

    Fachin defende preservação das instituições e diz que crise no STF será apurada sem “atalhos”

    Presidente do Supremo afirma que nenhuma autoridade está acima da Constituição e promete resposta institucional dentro do devido processo legal em meio ao embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que as instituições da República precisam ser preservadas diante do…


Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar:

Mais Notícias