A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o resultado mais recente da pesquisa Quaest representa uma vitória política para o governo em 2025, ano que começou sob forte desgaste e terminou com sinais de recuperação na aprovação presidencial e no ambiente econômico. Para assessores do Palácio do Planalto, os dados indicam uma mudança relevante de cenário após um primeiro semestre marcado por crises e dificuldades. As informações são do G1.
Segundo essa leitura interna, o levantamento também produz efeitos no tabuleiro eleitoral da oposição. “A pesquisa é boa para o Lula, reforça a candidatura do Flávio Bolsonaro, o que é bom para o presidente, e é ruim para o Tarcísio [de Freitas]”, avaliou um assessor presidencial
Crises no início do ano e mudança de cenário
De acordo com auxiliares do presidente, 2025 teve um início especialmente difícil. O primeiro semestre foi marcado por episódios que afetaram diretamente a popularidade do governo, como as crises envolvendo o sistema Pix, denúncias de fraudes em aposentadorias do INSS e a imposição do chamado “tarifaço”, fatores que contribuíram para a queda da aprovação de Lula naquele período.
O momento mais delicado ocorreu em maio de 2025, quando a reprovação ao governo atingiu 57%, enquanto a aprovação ficou em 40%. No mesmo mês, a avaliação negativa chegou ao pico: 43% classificavam a gestão como ruim ou péssima, contra apenas 26% que a consideravam positiva.
Recuperação econômica e melhora na percepção
A partir do segundo semestre, no entanto, o Planalto avalia que houve uma inflexão. O governo conseguiu reverter o impacto político do tarifaço, e o ambiente econômico passou a apresentar sinais mais favoráveis. A inflação de alimentos entrou em trajetória de queda, o desemprego continuou recuando e a economia manteve ritmo de crescimento, fatores que ajudaram a mudar o humor do eleitorado.
Na leitura do governo, os dados mais recentes indicam que, no agregado das pesquisas, a aprovação já estaria numericamente acima da reprovação, embora ainda em um cenário de empate técnico. Além disso, a atuação mais intensa nas redes sociais teria ampliado a percepção positiva sobre a gestão federal.
Entre novembro e dezembro, o percentual de pessoas que dizem enxergar notícias mais favoráveis sobre o governo subiu de 29% para 33%, enquanto a percepção de notícias negativas caiu de 46% para 43%.
Expectativas para 2026
Outro ponto considerado estratégico pela equipe presidencial é a melhora das expectativas econômicas para o próximo ano. O levantamento mostra que aumentou de 42% para 44% o grupo que acredita que a economia vai melhorar, enquanto caiu de 35% para 33% o percentual dos que esperam piora.
Para os assessores de Lula, esse conjunto de indicadores reforça a estratégia política do governo para o ciclo eleitoral seguinte. “Era importante vencer 2025 para ganharmos em 2026”, resumiu o assessor presidencial, em avaliação direta sobre o significado político da recuperação observada ao longo do ano.
Na avaliação interna do Planalto, o novo cenário também tende a dificultar uma eventual desistência de Flávio Bolsonaro de uma candidatura presidencial, enquanto o governador Tarcísio de Freitas ficaria mais inclinado a disputar a reeleição em São Paulo, reorganizando o campo oposicionista para a próxima disputa nacional.
Originalmente publicado em Brasil 247
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